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segunda-feira, 12 de julho de 2010

A semifinal Sulamericana que também não



A primeira fase da Copa de 2010 foi muito feliz para as seleções sulamericanas. Todos os países da CONMEBOL que participaram conseguiram avançar para as oitavas-de-final. Isso pode indicar a força do futebol sulamericano ou a incompetência dos outros times, creio que foi um pouco de cada coisa.
O panorama ficou ainda mais interessante quando se classificaram para as quartas, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai (O Chile não passou adiante, justamente por ter enfrentado o Brasil nas oitavas). As quartas de final se configuraram da seguinte maneira: além das quatro seleções da América do Sul citadas acima, tinhamos três seleções européias (Holanda, Alemanha e Espanha) e um time africano (Gana). O prognóstico mais otimista indicaria uma  semifinal totalmente sulamericana, o que seria um fato inédito na história das Copas do Mundo, porém esqueceram de combinar isso com as seleções européias: Holanda despachou o Brasil de virada; a Alemanha triturou a Argentina e o Paraguai sucumbiu ante à fúria espanhola. Apenas ficou o Uruguai, que apesar de ter terminado a competição em quarto lugar, honrou a América do Sul com uma campanha digna de nota e de quebra elegeu o melhor jogador da Copa, Diego Forlán, mas isso é assunto pra uma próxima postagem.

domingo, 11 de julho de 2010

E a Espanha ganha a Copa de 2010 na África do Sul!!




Mais uma vez O POLVO, isso mesmo, o POLVO (O molusco marinho da classe Cephalopoda e da ordem Octopoda) adivinhou que a Espanha seria campeã. Parabéns para a Espanha e que o time do Brasil tome vergonha na cara para lutar com mais força para trazer a taça para nós em 2014, porque eu vendo toda a comemoração e vibração do time espanhol no topo do pódio celebrando a sua conquista histórica, senti uma tristeza, um gosto amargo, porque imaginei o Brasil ali, que pena, mas vamos esperar para 2014, que venha um bom técnico e um bom time sem o Felipe Melo.....PELO AMOR DE DEUS!!!!!!!!!!!!!!!

O Grande dia


Boa tarde a todos, normalmente eu não posto nada nos finais de semana, mas dessa vez a situação merece uma matéria extraordinária. Hoje a copa do Mundo se despede da África do Sul com a final entre Holanda e Espanha. Uma copa que começou morna, alternando entre bons jogos e outros extremamente enfadonhos, que fazem perguntar se é mesmo um jogo de Copa; e da segunda fase em diante sobrou emoção em jogos eletrizantes. Vimos a esperança do hexa se esvaindo diante da seleção da Holanda,  também tivemos muitos destaques dentro e fora do campo, a enganadora Jabulani, o vidente polvo Paul, o pé frio Mick Jagger, a musa dessa redação e da Copa do Mundo, Larissa Riquelme, o espalhafatoso Maradona, as estridentes vuvuzelas...
É uma final inédita, e um dos vencedores saíra campeão pela primeira vez, juntando-se ao Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra no seleto grupo dos campeões mundiais. Que vença o melhor... ou não...
Em tempo, o escolhido do polvo Paul foi a Espanha... é esperar pra ver.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

Dramas, surpresas e (in)justiças da copa

Os dois outros jogos que definiram os semi-finalistas da Copa do Mundo, mostraram que por melhor que um time se apresente taticamente ou fisicamente, um erro ou simplesmente falta de sorte pode ser fatal. No movimentado jogo Gana x Uruguai vemos Gana criando mais oportunidades e chegando ao primeiro gol, fruto da falha do arqueiro uruguaio e um segundo tempo que garantiria a África pela primeira vez em uma semifinal de copa do mundo, se não fosse pela falha de Richard Kingson, de Gana.

Partida muito disputada entre os dois times
A partida foi para a prorrogação e o que se via era um Uruguai implorando para chegar a hora dos pênaltis e Gana partindo, com o perdão do trocadilho, com gana até o gol, mostrando grande superioridade física. A recompensa para tanto empenho poderia ter vindo de um gol de penalti no último lance do segundo tempo da prorrogação, onde Asamoah Gyan cobrou pênalti sobre o travessão, após Luis Suárez evitar um gol com a mão sobre a linha, tirando uma bola de cabeça do africano Dominic Adiyiah, com isso a partida foi para os pênaltis; o Uruguai garantiu a classificação com as cobranças de Diego Forlán, Mauricio Victorino, Andrés Scotti e Sebastián Abreu, enquanto Maximiliano Pereira chutou sobre o travessão. Os ganenses anotaram nos pênaltis com Asamoah Gyan, que se redimiu com frieza da cobrança anterior, e Stephen Appiah, mas os chutes de John Mensah e Dominic Adiyiah foram defendidos pelo goleiro Fernando Muslera.



A irreverência africana de fora das semi-finais
URUGUAI 1 x 1 GANA (4 a 2 nos pênaltis)
URUGUAI: Muslera, M. Pereira, Lugano (Scotti), Victorino e Fucile; Pérez, Arévalo Rios e Fernández (Lodeiro); Forlán, Suáres e Cavani (Loco Abreu). Técnico: Oscar Tabárez 
GANA: Kingson, Pantsil, Vorsah, Mensah e Sarpei; Annan, Inkoon (Appiah), Asamoah, Prince e Muntari (Adiyiah); Gyan. Técnico: Milovan Rajevac
Gols: Muntari, aos 46 do primeiro tempo; Forlán, aos 10 do segundo
Cartões amarelos: Fucile, Arévalo Rios e Pérez (Uruguai); Mensah, Pantsil e Sarpei (Gana). Cartão vermelho: Suárez, aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação.
Estádio: Soccer City (em Joanesburgo). Data: 2/7/2010. Horário: 15h30m.
Árbitragem: Olegário Benquerença (Portugal). Assistentes: José Cardinal (Portugal) e Bertino Miranda (Portugal). Público: 84.017
Comemoração paraguaia após o penalti defendido por Villar
A partida seguinte, Paraguai e Espanha também foi exemplar em lances de perigo. Nessa partida, o Paraguai conseguiu levar a retranca ao estado de arte, anulando quase por completo as jogadas do time espanhol. O que viria a coroar tanto empenho tático acabou sendo desperdiçado: um pênalti a favor do Paraguai que o goleiro Casillas agarrou o chute do benfiquista Óscar Cardozo, que acabou o jogo em lágrimas, aos 14 minutos do segundo tempo. Um minuto depois, também a equipe espanhola deixou uma boa oportunidade escapar com um penalti não convertido em gol pelo "madrileno" Xabi Alonso,  também defendida.
No "duelo das musas" a carismática Larissa Riquelme, do Paraguai e a linda Sara Carbonero da Espanha

Num embate nem sempre bem jogado, destaque ainda para uma arbitragem desastrada de Carlos Batres, que, entre outras decisões infelizes, anulou mal um gol limpo do paraguaio Nelson Haedo Valdez, aos 41 minutos.
Um gol assinalado por  David Villa (37 minutos do segundo tempo), que se isolou na lista dos melhores marcadores (cinco gols), selou o difícil triunfo da formação espanhola, que tem como melhor registo na prova o "longínquo" quarto lugar de 1950.
PARAGUAI 0 X 1 ESPANHA

PARAGUAI: Villar; Veron, Da Silva, Alcaraz e Morel Rodriguez; Cáceres (Barrios), Barreto (Vera), Santana e Riveros; Valdez (Santa Cruz) e Cardozo. TÉC.: Gerardo Martino

ESPANHA: Casillas; Ramos, Piqué, Puyol (Marchena) e Capdevila; Busquets, Xavi, Xabi Alonso (Pedro) e Iniesta; David Villa e Fernando Torres (Fábregas). TÉC.: Vicente Del Bosque

Gol: David Villa (ESP) aos 37min. do 2° tempo
Estádio: Ellis Park, em Johanesburgo Data: 3/7/2010. Horário: 15h30m.
Arbitragem: Árbitro Carlos Batres (GUA), auxiliado por Leonel Leal (CRC) e Carlos Pastrana (HON)